A uma semana da realização, evento passa a ser apresentado como plataforma de negócios, networking e divulgação da cadeia produtiva de Marília e da região.
A poucos dias da realização do 1º Agro Food Show, Marília começa a entrar no clima de um evento que pretende fazer mais do que reunir grandes atrações musicais e provas de rodeio. Em publicação divulgada no dia 9 de setembro, a Prefeitura passou a destacar de forma específica o potencial de negócios e o impacto econômico da iniciativa para a cidade.
Realizado entre os dias 17 e 19 de setembro, no distrito de Lácio, o Agro Food Show será realizado simultaneamente ao Marília Rodeo Music e terá entre suas propostas aproximar produtores, indústria alimentícia, comerciantes, prestadores de serviços e consumidores.
A mudança de perspectiva é importante. Quando um evento deixa de ser analisado apenas pela quantidade de pessoas que pretende receber e passa a ser estruturado também como ambiente de negócios, seu impacto econômico potencial se amplia.
A proposta apresentada para o Agro Food Show é justamente essa: transformar a concentração de público em uma oportunidade de exposição para empresas e produtores locais. A feira terá espaços destinados ao agronegócio, à indústria alimentícia, ao comércio, aos serviços, à gastronomia e ao artesanato.
Para uma cidade conhecida nacionalmente como Capital Nacional do Alimento, a iniciativa também funciona como uma vitrine da cadeia produtiva local.
O conceito é relativamente simples, mas economicamente relevante. O produtor apresenta seu trabalho, a indústria mostra sua capacidade, o comerciante encontra novos públicos e o prestador de serviço amplia sua exposição. Ao mesmo tempo, o visitante passa a conhecer produtos e empresas que fazem parte da economia da própria cidade.
É nesse ponto que o evento pode produzir um efeito que vai além dos três dias de programação.
A circulação de visitantes também tende a alcançar outros setores. Hotéis, bares, restaurantes, postos de combustíveis, transporte e comércio estão entre as atividades que podem receber uma demanda adicional durante o período. A própria Prefeitura cita a expectativa de movimentação da economia hoteleira, de bares, restaurantes e do comércio em geral.
Existe ainda uma dimensão regional. Ao apostar em atrações de alcance nacional e em uma programação ligada ao agronegócio, o evento busca atrair pessoas de outros municípios. Para Marília, esse público representa uma possibilidade de consumo que não existiria caso essas pessoas não estivessem na cidade.
Um visitante que chega para assistir a um show pode também utilizar um hotel, fazer uma refeição, abastecer o veículo, visitar um estabelecimento comercial ou contratar algum serviço. São diferentes pontos de consumo que, somados, formam a chamada cadeia econômica do evento.
O networking é outro componente que merece atenção. Ao colocar empresários, produtores e prestadores de serviços dentro de um mesmo ambiente, a feira pode criar conexões comerciais que não necessariamente terminam quando os portões são fechados.
Esse talvez seja um dos aspectos mais interessantes do projeto: transformar a estrutura de um grande evento em uma oportunidade de aproximação entre quem produz, quem vende e quem consome.
A Prefeitura também informou que o evento foi estruturado para entrar no calendário de Marília e que a intenção é transformar setembro em um período associado ao agro, ao alimento e ao comércio.
Se essa estratégia se consolidar ao longo dos próximos anos, o impacto poderá ser analisado não apenas pelo público presente em cada edição, mas também pela capacidade de gerar negócios, fortalecer marcas locais, atrair visitantes e criar novas conexões empresariais.
Por enquanto, os números efetivos ainda precisarão ser medidos. Público, origem dos visitantes, ocupação hoteleira, movimentação do comércio, consumo nos estabelecimentos e quantidade de negócios realizados serão indicadores importantes para avaliar o resultado econômico da primeira edição.
Mas uma coisa já mudou na trajetória do evento.
O Agro Food Show deixou de ser apresentado somente como uma nova festa no calendário de Marília e passou a ocupar um espaço dentro da discussão sobre desenvolvimento econômico, geração de negócios e valorização da cadeia produtiva local.
E talvez seja justamente aí que esteja o maior desafio — e a maior oportunidade — da iniciativa: fazer com que a movimentação gerada por três dias de evento permaneça circulando pela economia de Marília.
Por Redação Caminho ao Capital