Com três dias de shows, rodeio e feira de negócios, evento tem capacidade para atrair dezenas de milhares de pessoas e pode gerar uma movimentação econômica de milhões de reais em Marília e região.
Marília entra na reta final para receber um dos maiores eventos de entretenimento e negócios do calendário de 2026. Entre os dias 17 e 19 de setembro, o distrito de Lácio será palco do Marília Rodeo Music, realizado simultaneamente ao 1º Agro Food Show.
A programação reúne atrações musicais de grande alcance, rodeio, provas de Três Tambores, montarias em touros, feira agropecuária, gastronomia, comércio, serviços, artesanato, parque de diversões e boate.
Na quinta-feira, dia 17, a programação começa com Gusttavo Lima. Na sexta-feira, dia 18, o público poderá acompanhar Panda e Bison & Comassetto. O encerramento acontece no sábado, dia 19, com Maiara & Maraisa e participação de Bruna Gonçalves.
Além do entretenimento, o formato escolhido cria uma cadeia de consumo que pode alcançar diferentes setores da economia de Marília.
Quanto o evento pode movimentar?
Não há, até o momento, uma estimativa oficial divulgada para o público total da edição de 2026. Entretanto, existe uma referência concreta da edição de 2024: a estrutura do Marília Rodeo Music foi dimensionada para aproximadamente 20 mil pessoas por noite, enquanto a expectativa divulgada naquele ano ultrapassava 60 mil pessoas nos três dias.
Considerando esse histórico como referência — e não como previsão oficial para 2026 — é possível construir um exercício econômico.
Se o evento alcançar aproximadamente 60 mil entradas acumuladas nos três dias, uma despesa média de R$ 150 por pessoa representaria cerca de R$ 9 milhões em consumo associado ao evento.
Com um gasto médio de R$ 250, esse valor chegaria a aproximadamente R$ 15 milhões.
Já em um cenário de R$ 350 por pessoa, a movimentação potencial alcançaria R$ 21 milhões.
Esses números são uma projeção matemática, e não uma previsão oficial de faturamento. O objetivo é dimensionar a ordem de grandeza que um evento desse porte pode alcançar quando são considerados os gastos realizados pelo público durante sua permanência na cidade.
E existe uma diferença importante: o impacto econômico não acontece somente dentro do recinto.
O dinheiro circula pela cidade
Um visitante que chega a Marília para assistir a um show pode gastar com combustível antes de chegar, estacionamento, alimentação, bebidas, transporte por aplicativo, hospedagem, compras e outros serviços.
Para quem vem de outras cidades, a cadeia pode ser ainda maior.
Uma noite de evento pode representar uma diária de hotel, refeições em restaurantes, abastecimento do veículo e consumo no comércio local. Para os estabelecimentos, o resultado aparece na soma de milhares de pequenas transações.
É justamente esse efeito multiplicador que faz com que grandes eventos sejam observados também pela perspectiva econômica.
A própria Prefeitura apresenta o Agro Food Show como uma plataforma de negócios e networking, com exposição do agronegócio, da indústria alimentícia, do comércio e dos serviços locais. O município também aponta potencial de movimentação para hotéis, bares, restaurantes, comércio, artesãos e food trucks.
Uma programação pensada para diferentes públicos
A combinação entre música, rodeio e negócios também amplia a possibilidade de atração de diferentes perfis de público.
Quem procura entretenimento encontra shows de artistas de projeção nacional. Quem acompanha o universo sertanejo e agropecuário encontra rodeio, montarias e Três Tambores. Já empresários, produtores e consumidores terão acesso ao espaço do Agro Food Show, com exposição de empresas, produtos, gastronomia e serviços.
Essa combinação pode ser economicamente relevante porque aumenta os pontos de contato entre visitantes e empresas.
O evento também terá setores pagos, como Área VIP, Camarote Privilege Ballantine’s e camarotes empresariais e familiares, enquanto arena e arquibancada terão acesso mediante ingresso solidário e doação de 1 kg de alimento.
Marília como destino regional
Outro fator importante é a capacidade de atração de visitantes de outras cidades.
Quanto maior a participação regional, maior tende a ser a parcela do consumo que pode ser considerada como recurso adicional circulando na economia local.
Esse movimento é especialmente relevante para hotelaria, alimentação, transporte e comércio. O visitante de fora não chega apenas para consumir o evento. Ele utiliza a infraestrutura disponível na cidade.
Por isso, medir o impacto de uma programação como essa exige olhar além da bilheteria ou da quantidade de ingressos distribuídos.
O indicador mais interessante será saber quanto dinheiro efetivamente circulou na economia local e quantos negócios foram gerados a partir do evento.
O desafio será transformar público em resultado econômico
A primeira edição do Agro Food Show chega com uma proposta que pretende fazer de setembro um período associado ao agronegócio, ao alimento e ao comércio em Marília.
A estrutura já reúne os principais ingredientes para um grande evento: atrações nacionais, rodeio, gastronomia, feira, comércio e entrada solidária para grande parte do público.
Agora, o resultado poderá ser medido por indicadores concretos: público total, origem dos visitantes, ocupação hoteleira, movimentação de restaurantes, consumo no comércio, geração de empregos temporários, volume de negócios e arrecadação tributária.
Se o evento alcançar uma movimentação próxima ao cenário de 60 mil entradas e o gasto médio por visitante ficar entre R$ 150 e R$ 350, o exercício aponta para uma movimentação econômica potencial entre R$ 9 milhões e R$ 21 milhões.
Não se trata de afirmar que esse valor será efetivamente gerado ou permanecerá integralmente em Marília. Trata-se de uma estimativa de ordem de grandeza construída a partir de público potencial e diferentes níveis de consumo.
O número real será conhecido depois.
E talvez esse seja um dos dados mais interessantes para acompanhar após o encerramento: quanto dos milhões movimentados por três dias de evento efetivamente ficou na economia de Marília.
Por Redação Caminho ao Capital
Perfeito