Marília Rodeo Music movimenta cidade e coloca milhões em potencial circulação na economia regional

Economia

Após reunir cerca de 17 mil pessoas na abertura, evento mantém grande fluxo em Lácio e movimenta uma cadeia que envolve transporte, combustíveis, alimentação, hospedagem, comércio e serviços.

A segunda noite do Marília Rodeo Music – Agro Food Show, realizada nesta sexta-feira (18), manteve Marília em ritmo de grande evento. Depois de uma estreia com aproximadamente 17 mil pessoas, marcada pelo show de Gusttavo Lima, o público voltou a Lácio para acompanhar Panda, Bison & Comassetto, as provas de rodeio e toda a estrutura montada para os três dias de programação.

DESTAQUE ECONÔMICO

17 mil pessoas na primeira noite

R$ 2,55 milhões a R$ 5,1 milhões

Estimativa de consumo potencial associado a uma noite desse porte, considerando diferentes cenários de gasto médio por visitante, entre R$ 150 e R$ 300.

O valor é uma projeção editorial e não representa faturamento oficial do evento. A estimativa considera gastos potenciais com alimentação, bebidas, combustível, estacionamento, transporte e outros serviços relacionados à experiência do público.

Embora o número oficial de público da segunda noite ainda não tenha sido divulgado, a movimentação observada nos dois primeiros dias mostra uma característica importante da iniciativa: o impacto econômico não acontece apenas dentro do recinto.

O dinheiro começa a circular antes do show

Para quem vem de outras cidades, a viagem até Marília já movimenta uma cadeia de consumo.

Há gastos com combustível, pedágios nas rodovias utilizadas no deslocamento, alimentação durante a viagem, estacionamento e transporte. Ao chegar à cidade, entram na conta restaurantes, bares, supermercados, postos de combustíveis, hotéis, aplicativos de transporte e outros serviços.

É justamente essa cadeia que transforma um grande evento em uma oportunidade econômica para o município.

Quem percorre dezenas ou centenas de quilômetros para assistir a um show não deixa seu consumo concentrado apenas na arena. Parte dos recursos é distribuída por diferentes negócios da cidade e da região.

E esse efeito ganha dimensão quando milhares de pessoas fazem o mesmo movimento durante três dias.

17 mil pessoas: uma referência para dimensionar o impacto

A primeira noite reuniu aproximadamente 17 mil pessoas, segundo dados divulgados pela organização.

Não existe, neste momento, um levantamento oficial que permita afirmar quanto cada visitante gastou em Marília. Mas é possível fazer um exercício para dimensionar a ordem de grandeza.

Se considerarmos apenas os 17 mil visitantes da primeira noite e um gasto médio associado ao evento de R$ 150 por pessoa, chegamos a aproximadamente R$ 2,55 milhões em consumo potencial.

Com gasto médio de R$ 200, seriam R$ 3,4 milhões.

Em um cenário de R$ 300 por pessoa, o potencial chegaria a R$ 5,1 milhões.

Esses valores não representam faturamento oficial do evento nem dinheiro necessariamente retido integralmente em Marília. São cenários estimativos de consumo, considerando despesas como alimentação, bebidas, combustível, estacionamento, transporte e outros gastos relacionados à experiência.

Ainda assim, ajudam a dimensionar a força econômica de um evento capaz de reunir milhares de pessoas em uma única noite.

Postos, restaurantes, hotéis e comércio entram na cadeia

O impacto pode ser percebido em atividades que muitas vezes não aparecem nas imagens do palco.

Um visitante que chega de carro precisa abastecer.

Uma família que vem de outra cidade pode parar para jantar.

Um grupo que decide permanecer na cidade pode ocupar um quarto de hotel.

Quem chega mais cedo pode consumir no comércio local.

Depois do show, milhares de pessoas precisam retornar para suas casas, utilizando veículos particulares, transporte por aplicativo ou ônibus.

É uma cadeia formada por pequenas transações que, somadas, podem representar milhões de reais em circulação.

A Prefeitura já havia apontado antes da realização do evento que a expectativa era movimentar hotelaria, bares, restaurantes, comércio, artesanato e alimentação, além de criar oportunidades para empresas e produtores.

Até a mobilidade virou operação especial

A dimensão do público também exigiu uma operação diferenciada de mobilidade.

A Emdurb e os demais órgãos envolvidos prepararam um esquema especial para organizar o acesso ao recinto, o fluxo de veículos e a saída do público. O transporte coletivo também recebeu operação especial para atender os participantes durante a noite e a madrugada.

Isso demonstra que o impacto de um evento desse porte ultrapassa o setor de entretenimento.

Há uma movimentação de pessoas que precisa ser absorvida por toda a infraestrutura urbana.

São veículos chegando, ônibus circulando, motoristas trabalhando, postos abastecendo, restaurantes atendendo e estabelecimentos comerciais recebendo consumidores.

O Agro Food Show acrescenta uma segunda camada

Outro diferencial está na própria estrutura do evento.

O Agro Food Show reúne exposição agropecuária, indústria alimentícia, comércio, serviços, artesanato e gastronomia. A proposta apresentada pela Prefeitura é utilizar o evento também como uma plataforma de negócios e networking.

Isso significa que o impacto não está somente no consumo do público.

Existe também a possibilidade de geração de negócios entre empresas, produtores, comerciantes e fornecedores.

Para Marília, essa característica ganha relevância por sua forte relação com a indústria de alimentos e pelo título de Capital Nacional do Alimento.

O evento coloca essa vocação econômica em evidência justamente em um momento de grande concentração de público.

Uma festa que também movimenta a região

Outro ponto importante é que o público de um evento desse porte não necessariamente vem apenas de Marília.

Quando uma atração nacional é anunciada, moradores de municípios próximos podem se deslocar para a cidade. Isso significa que Marília passa a funcionar como um polo temporário de entretenimento e consumo.

Para quem vem de fora, a cidade oferece uma estrutura que passa a fazer parte da experiência: rodovias, postos de combustível, restaurantes, hotéis, supermercados, comércio e serviços.

O recurso que chega de fora e é gasto nesses estabelecimentos representa uma entrada adicional de dinheiro na economia local.

O verdadeiro resultado será conhecido depois

O impacto econômico definitivo ainda dependerá de números que deverão ser levantados após o encerramento do evento.

Entre eles estão:

  • público total dos três dias;
  • origem dos visitantes;
  • ocupação hoteleira;
  • movimentação de restaurantes e bares;
  • consumo de combustíveis;
  • utilização de transporte por aplicativo e coletivo;
  • volume de vendas do comércio;
  • negócios realizados no Agro Food Show;
  • geração de empregos temporários;
  • arrecadação tributária relacionada à atividade econômica.

São esses indicadores que permitirão medir quanto o Marília Rodeo Music efetivamente movimentou.

Mas os primeiros resultados já mostram a dimensão alcançada pela iniciativa.

A abertura colocou 17 mil pessoas em Lácio. A segunda noite manteve o fluxo com Panda e Bison & Comassetto. E, neste sábado, o encerramento com Maiara & Maraisa deve levar novamente milhares de pessoas ao recinto.

Para Marília, portanto, o sucesso do evento pode ser observado por dois ângulos.

De um lado, o entretenimento, com grandes atrações, rodeio e uma programação capaz de reunir famílias e visitantes.

Do outro, uma cadeia econômica que começa na estrada, passa pelos postos de combustível e pelo transporte, chega aos restaurantes, hotéis e comércio e termina dentro do próprio evento, onde empresas, produtores e comerciantes apresentam seus produtos.

O Marília Rodeo Music mostra que um grande evento não movimenta apenas o palco. Ele movimenta a cidade.

E se os números de público se mantiverem nos próximos anos, o potencial econômico poderá ser ainda maior, consolidando setembro como um período estratégico para o turismo, o entretenimento, o agronegócio e os negócios em Marília.

Por Redação Caminho ao Capital

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